ficção.

caminho por longos caminhos sóbrios, recordo o teu retrato que existira em tempos. envolvida no silêncio da noite, inúmeras lágrimas de mágoa e sofrimento percorrem o meu rosto. o meu coração espelha o amor que parecia reter ódio. a tortura de cada sentimento se mantém reflectindo os nossos momentos. e cá dentro, algo me diz que tudo poderia ter sido diferente. as tuas memórias magoam-me, enchendo o meu coração de sentimentos que julgava não possuir. esta dor, torna-se insuportável.  deixando apenas ódio por te amar. um sentimento de culpa domina a minha mente, deixando marcas do nosso passado. parece impossível extinguir a tua imagem do meu pensamento, da minha mente . os teus olhos azuis, predominam em meu olhar apagado. e ao mesmo tempo que escrevo, derramo lágrimas sobre a imagem que segurava . sinto-me sozinha, amparada pela cruel seita do meu destino, desamparada pelos braços que ainda ontem me confortavam , me rodeavam o peito, e aqueciam a minha alma. descobri que a verdade, é que o meu coração nunca fui de ninguém e nem o leito que expeli para meu berço me acompanha, agora nas horas de eterna saudade com ausência de amor, com ausência do teu amor.
aprendi a lei da subtracção nao fosse a minha vida feita de perdas e esquecimentos e aprendi, fundamentalmente, a negar o que me era de mais intimo .. eu !
incompleto? sim, mas seria impossivel descrever tudo aquilo que sentia em meras páginas brancas...

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